A forma como vives a vida
depende, mais do que tudo o resto, da forma como narras a vida: da forma como
te narras a vida. É, muitas vezes (quase sempre), a maneira como contas a ti
mesmo aquilo que vês, aquilo que te acontece, aquilo que dizes ou te disseram,
que faz a diferença – e não, verdadeiramente, aquilo que de facto aconteceu ou
foi visto ou foi falado. (…) Viver bem é narrar bem. Narrar de forma feliz:
narrar com felicidade dentro. É bom que te esfalfes todo para seres um Faulkner
ou um Lobo Antunes ou um Saramago de tudo o que vives. Porque o que te define
não é a tua história; é a forma como te contas a tua história. E o resto é
história.
Pedro Chagas Freitas
O escritor/investigador Pedro Chagas Freitas a
propósito da escrita narrativa escreve o excerto acima (podem consultar o texto
completo em www.pedrochagasfreitas.blogspot.pt/).
Tomando como ponto de partida a vossa experiência de narradores/autores,
leitores, escritores e alunos de português concordam com as palavras do autor?
Em que medida se reveem ou não nelas? Em que medida elas se adequam à vossa perspetiva
de narrativa/história seja ela pessoal ou ficcionada?
Concordo com as palavras de Pedro Chagas Freitas.
ResponderEliminarIdentifico-me, mais, com a seguinte parte: “É, muitas vezes (quase sempre), a maneira como contas a ti mesmo aquilo que vês, aquilo que te acontece, aquilo que dizes ou te disseram, que faz a diferença – e não, verdadeiramente, aquilo que de facto aconteceu ou foi visto ou foi falado.” Já que para mim é completamente verídico, interessa como eu vejo as coisas acontecer; a situação em si pode parecer diferente para outros mas, na minha experiência pessoal, pode ser complemente desigual…
Talvez substituísse "desigual" por "diferente".
EliminarConcordo plenamente com as palavras sábias do escritor Pedro Chagas Freitas.
ResponderEliminarA vida é uma história, na nossa vida todos nós estamos repletos de histórias, umas tristes, umas trágicas, outras pelo contrário, são histórias fantásticas, cheias de felicidade e de grandes sorrisos.
Todos nós escrevemos histórias na nossa vida, mas por vezes conta mais a maneira de como a narramos.
Em mim, não revejo muito esta situação, mas em contra partida sei do que falamos porque já ouvi muitas histórias em que ficava com a sensação que se a pessoa narrasse de outro modo, neste caso um modo mais feliz, a história teria outro rumo bastante diferente.
Luís, de certeza que te revês com frequência nestas palavras. Todavia, este é um processo espontâneo do qual, na maioria das vezes, não nos apercebemos, o que me parece ser o teu caso.
EliminarQuando Pedro Chagas Freitas afirma que “O narrador mais capaz é o feliz mais capaz” não se refere a camuflamos o que de pior nos acontece perante os que nos rodeiam, o escritor fala de um disfarce apenas contigo, onde “o tu que ouve acredita piamente no que o tu que fala tem para contar”.
A propósito: Porque que é que a Igreja Católica usa os sacerdotes como intermediários do perdão? Não é por acaso. É apenas pela simples razão de que, se o confesso fosse feito por cada um de nós, não existiam pecados pois, de uma forma ou de outra, conseguiríamos arranjar desculpas para esconder os nossos erros. Assim, dêmos ou não conta, este processo de narração é mecânico em cada um de nós.
“O bem-estar consiste em viver bem, sim; mas o bem-estar consiste, mais ainda, em narrar bem.” Pedro Chagas Freitas
Concordo com o escritor Pedro chagas Freitas, tal como os meus colegas.
ResponderEliminarA maneira como nós narramos uma história, tem haver com experiências vividas no dia a dia ou com histórias ouvidas por outros.
De facto o que narramos, contêm partes da nossa vida, de coisas que nos aconteceram, que conhecemos, mas tem muito o lado da fantasia ( o lado "bonitinho")da história.
Quando narramos, existem raciocínios que com um pouco de fantasia e alegria, ficam mais interessantes, e diferentes, porque no fundo o que interessa é a felicidade e o bem estar.
Concordo com o escritor Pedro Chagas Freitas,Pois a seguinte afirmação "Porque o que te define não é a tua história; é a forma como contas a tua história" na minha opinião é bastante verdadeira, pois o que nos define e nos torna diferentes não é propriamente a história em si mas a forma como a narramos que a torna mais interessante e mais especial.
ResponderEliminarPor vezes as histórias da nossa vida não são todas cheias de momentos agradáveis, mas apesar disso a maneira como a narramos pode torna-las mais fantásticas e repletas de felicidade.
Estou completamente de acordo com os meus colegas e com o escritor Pedro Chagas Freitas, pois tal como ele diz: “o que te define não é a tua história; é a forma como tu contas a tua história.” Se analisarmos bem, isto dá-nos a entender que a história em si não é o que interessa, mas sim a forma como nós a vemos e como a contamos. Por exemplo: quando passamos por uma situação difícil temos a tendência de contar e ver esta história de uma forma derrotista, isto é errado, temos de tentar vê-la e conta-la de uma forma mais positiva. Pois se a virmos de uma forma positiva sentir-nos-emos melhores com nós próprios, e se a contarmos de uma forma positiva os outros ver-nos-ão como pessoas fortes que conseguem dar a volta por cima, caso contrário ver-nos-ão com “outros olhos”, ou seja pensarão que falhamos. Apesar de ter escrito tudo isto sei por experiência própria que muitas vezes é complicado falar das nossas histórias de uma forma positiva, mas ainda assim tento faze-lo, pois é importante para deixarmos uma boa impressão não só aos outros, mas também a nós próprios. Daí ser a forma como narramos a nossa história que nos define.
ResponderEliminarConcordo plenamente com o que a minha colega Cátia disse.
EliminarA forma como narramos a nossa história, torna-nos naquilo que somos. Somos capazes de perceber o carácter de uma pessoa através do discurso. Se essa pessoa, ao contar-nos uma situação muito embaraçosa ou até difícil, o fizer com humor , sabemos que é uma pessoa que gosta de si própria e que não tem medo de errar. Mas se, pelo contrário, não o fizer de forma bem disposta, mas sim derrotista estamos na presença de alguém que precisa de aprender a ver o lado positivo da vida.
Não posso estar mais de acordo com o que os meu colegas disseram. A vida é algo efémero, fugaz, portanto torna-se fundamental vê-la com ânimo alegre e boa disposição. Encarar aquilo que nos acontece como uma janela fechada mas uma porta totalmente aberta, pronta para nós. Apenas alguns conseguem fazê-lo, mas podíamos experimentar todos. Seria um excelente desafio a ultrapassar!
ResponderEliminarAntes de mais, devo dizer que concordo com o que os meus colegas acima mencionaram, e com Pedro Freitas nesta frase:” a maneira como contas a ti mesmo aquilo que vês, aquilo que te acontece, aquilo que dizes ou te disseram, que faz a diferença – e não, verdadeiramente, aquilo que de facto aconteceu ou foi visto ou foi falado”.
ResponderEliminarTal como Pedro Chagas disse, temos o poder de inverter a nossa história torná-la outra, não podemos esconder o passado mas podemos fazer dele numa lição para o Futuro.
Devemos encarar esses momentos como uma caminha como obstáculos mais difíceis ou fáceis, temos de estar cientes que as coisas podem correr mal ou bem, mas se encararmos os maus momentos de forma negativa não nos sentiremos bem com nós próprios.
No entanto, se a contarmos e a recordar-nos de forma tranquila e positiva por mais difícil que seja será melhor para todos.
Para compreenderem melhor a nossa história temos de olhar para todos os acontecimentos vividos com outros olhos, e assim também os outros a olharam com outros olhos.
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ResponderEliminarTal como os meus colegas, eu também concordo com o escritor Pedro Chaga Freitas. Esta minha concordância tem muito haver com a seguinte afirmação «Porque o que te define não é a tua historia; é a forma como contas a tua historia» pois o a pessoa não deve ficar "definida" por algum erro, por alguma situação difícil, deve sim ficar "definida" pela forma como ela contar a historia e a forma de ela reagir ou ultrapassa, caso isso aconteça.
EliminarConcordo com o Pedro Freitas e alias, será escusado dizer que também concordo com o que anteriormente foi dito pelos meus colegas.
ResponderEliminarA razão de eu concordar com o Pedro Chagas Freitas deve-se á seguinte frase:"Porque o que te define não é a tua história; é a forma como te contas a tua história." na qual identifico, pois se no nosso passado aconteceu algo de imperfeito não quer dizer que sejamos definidos por isso.
Ou seja se recordamos/narramos o nosso passado a alguém, mesmo que ele tivesse sido muito mau, devemos encara-lo como algo positivo e esquecer que houve uma fase má , para assim dar-mos seguimento ao rumo da nossa vida.
Concordo plenamente com os meus colegas disseram e com Pedro Chagas Freitas com esta citação: “Porque o que te define não é a tua história; é a forma como te contas a tua história”. Pois a forma como narramos a nossa história é o que nos torna diferentes. A maneira como a conta-mos diz muito de nós, é o que a faz e nos faz especiais, autênticos e únicos.
ResponderEliminarNenhuma história de vida é cheia de momentos agradáveis e felizes, todos já passámos por momentos difíceis, mas podemos tornar esses momentos mais positivos, com um pouco de sentido de humor.
A vida é demasiado curta “ A vida é como um sonho ; é o acordar que nos mata.”(Virginia woolf)por isso devemos sempre tornar cada hora da nossa vida bela, pois um mínimo gesto é uma lembrança futura.
Retira o hífen da forma verbal "conta-mos".
EliminarConcordo com as palavras de Pedro Freitas, principalmente com a seguinte frase: "Porque o que te define não é a tua historia; é a forma como contas a tua historia". Isto quer dizer que o que interessa não é a história em si, mas sim a maneira como a contámos . Por exemplo, quando passamos por alguma situação má temos tendência a ficar desanimados mas se tentarmos encontrar os lados positivos vai fazer com que se torne tudo muito melhor pois a vida é curta demais para ser levada com tristeza.
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