sábado, 6 de outubro de 2012

Súmula Fórum 3




Grande parte de vós identificou-se com a “narração pessoal da vida”, a conotação do olhar seja nossa ou de outrem. Creio que Pedro Chagas se referirá também (ou sobretudo sendo ele um estudioso na área da escrita criativa) à narração através da escrita, à capacidade de contarmos a nós e aos outros as nossas impressões, as nossas experiências, as nossas vivências, o nosso modo de (re)criar o mundo que nos rodeia através da palavra. 

A Ana Margarida apresentou o exemplo da confissão católica para “filtrar” a subjetividade da auto análise; eu apresento-vos um exemplo diferente: o do discurso político que tem a capacidade (porque essa é a função dele) de convencer-nos a olhar na direcção determinada pelo orador e a encontrar na realidade observada (se formos incautos) aquilo que pretende que vejamos. Seja como for, não descurem a força da palavra escrita ou oral que é enorme e incontornável! Não se esqueçam que quem sabe exprimir-se consegue com maior facilidade obter o que deseja.

Em suma, através da palavra, do texto, da narração podemos, se assim o quisermos, “definir-nos de uma forma única”. Contudo e repetido as palavras de Chagas “É bom que te esfalfes todo para seres um Faulkner ou um Lobo Antunes ou um Saramago de tudo o que vives”, porque não importa o rumo da nossa história, mas que coloquemos nela tudo quanto somos.


Não era um tema fácil, por isso os participantes estão de parabéns pela reflexão proporcionada e pela qualidade das intervenções!


                                                                                     Continuação de Bom Trabalho!



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