Grande parte de vós
identificou-se com a “narração pessoal da vida”, a conotação do olhar seja
nossa ou de outrem. Creio que Pedro Chagas se referirá também (ou sobretudo
sendo ele um estudioso na área da escrita criativa) à narração através da
escrita, à capacidade de contarmos a nós e aos outros as nossas impressões, as
nossas experiências, as nossas vivências, o nosso modo de (re)criar o mundo que
nos rodeia através da palavra.
A Ana Margarida apresentou o exemplo
da confissão católica para “filtrar” a subjetividade da auto análise; eu
apresento-vos um exemplo diferente: o do discurso político que tem a capacidade
(porque essa é a função dele) de convencer-nos a olhar na direcção determinada
pelo orador e a encontrar na realidade observada (se formos incautos) aquilo
que pretende que vejamos. Seja como for, não descurem a força da palavra
escrita ou oral que é enorme e incontornável! Não se esqueçam que quem sabe exprimir-se consegue
com maior facilidade obter o que deseja.
Em suma, através da palavra, do
texto, da narração podemos, se assim o quisermos, “definir-nos de uma forma
única”. Contudo e repetido as palavras de Chagas “É bom que te esfalfes todo
para seres um Faulkner ou um Lobo Antunes ou um Saramago de tudo o que vives”,
porque não importa o rumo da nossa história, mas que coloquemos nela tudo
quanto somos.
Não era um tema fácil, por isso os participantes estão de parabéns pela
reflexão proporcionada e pela qualidade das intervenções!
Continuação de Bom Trabalho!
Sem comentários:
Enviar um comentário